28 February 2007

Filme excelente



Taí um bom exemplo de tudo que eu escrevi abaixo. Entenda como quiser.

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Aliás, complementei o escrito com mais alguns pensamentos nos comentários a partir de questionamentos interessantes de dois caras que leio regularmente, o Secco e do Tiago Dória.

26 February 2007

Idorus e space invaders: publicitários gerando conteúdo



Publicitários serão sempre invasores no território da geração de conteúdo. Essa foi a primeira frase que me veio à cabeça assim que terminei de reler Idoru, novela sci-fi do pai do termo cyberspace e da cultura cyberpunk, o escritor canadense-americano William Gibson. O que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo.

Idoru conta com duas paralelas que no final se encontram. Em uma delas, Collin Laney é um “pesquisador” com um inexplicável talento para encontrar “pontos nodais” em infinitas paisagens virtuais de informação. Em outras palavras, a mente de Laney funciona como um mecanismo de busca na internet, com a diferença que não usa algoritmos ou códigos, mas sim sua poderosa intuição nascida de experimentos neuroquímicos que não podem ser replicados. A montanha russa começa quando Laney é contratado pelo staff de um astro do rock mundial (Rez) e enviado a Tokyo para descobrir quem está por trás da idéia que Rez teve de se casar com Rei Toei, uma Idoru, uma estrela pop virtual que existe apenas como holograma ou como amontoados de informações.



Na outra paralela, uma fã de Rez se manda para Tokyo auxiliada por outras meninas do fã-clube mundial para tentar descobrir a mesma coisa que Laney. Enquanto o “pesquisador” navega por dados, revolve seu passado como farejador de furos sensacionalistas e lida com a truculenta e abonada estrutura de apoio do roqueiro, Chia se envolve com contrabando de nanotecnologia, otakus e o consórcio mafioso que governa a Rússia, o Kombinat.

Para que essas duas linhas narrativas se encontrem, Gibson despeja em cima do leitor uma quantidade absurda de referências tech-pop que até bem pouco tempo atrás eram futuristas e agora começam a delinear nosso cotidiano. Uma boa parte do livro, por exemplo, acontece numa espécie de internet acessada não por meio de browsers, interfaces 2D, mouse e teclado, mas por experiências 3D através de luvas, óculos e... avatares. Um metaverso, para usar um termo cunhado por Neal Stephenson, outro escritor cyberpunk.

Está começando a pegar? Idoru, lançado em 96, antecipa em dez anos a popularização de metaversos no estilo Second Life. Como outras obras do autor e seus comparsas cyberpunks, o livro preconizou mudanças de comportamento definidas pelo uso universal de novas tecnologias. Foi assim com o conceito que gerou a idéia de “cyberspace” e “matrix” em Neuromancer (1984), com a necessidade de armazenamento móvel de gigadados em Johnny Mnemonic (1981) e com a onda de interesse por vídeos, trendwatching e cultura de nichos em Pattern Recognition (2003), pra citar apenas alguns casos.

Por ter nascido de uma imaginação privilegiada e não de uma mente mercadologicamente ansiosa para entrar no hype, Idoru é uma das fontes mais seguras para quem quer entrar um pouco mais na psicologia de fenômenos como comunidades virtuais e geração de conteúdo pelo consumidor. Veja bem: não estou falando em “entender”, “dominar” ou “definir”, mas em “entrar”, “participar”, misturar um pouco da sua mente com o ambiente de forma menos racional e monetária. E é aí que eu guino pra esquerda e volto ao assunto da primeira frase do texto: a tão falada geração de conteúdo, artigo valioso hoje no mundo da publicidade.



Publicitários serão sempre invasores no território da geração de conteúdo por causa de suas segundas intenções. Laney e Chia conseguem avançar na trama de Idoru, descobrir o que precisam e transformar suas vidas graças a seus interesses genuínos: Chia ama Rez, Laney ama os pontos nodais. O que move esses dois personagens ao longo das páginas não é o dinheiro, a venda ou a audiência. Estes são interesses legítimos, diga-se de passagem. Mas obstruem, freqüentemente, a geração de conteúdo relevante, em torno do qual pessoas podem se unir e formar comunidades. Isso não é idealismo e muito menos uma conclusão apressada tirada de um romance: é uma regra básica de sobrevivência em um novo mundo no qual empresas como a Sony, a Coca-Cola, a Wal Mart e o Mac Donalds pedem desculpas publicamente por colocarem no ar lamentáveis blogs falsos. Um mundo no qual, segundo o especialista em mídia Bruno Giussani, “você não constrói comunidades - ou você é parte de uma ou não.”

Mas e se você é, como eu, um publicitário? E se faz parte das novas atribuições da sua profissão entrar no território da geração de conteúdo? Como fazer isso sem ser um invasor? Antes de mais nada, esquecendo que você é publicitário. Abrindo mão de todas as prerrogativas publicitárias. Lembrando que você é um ser humano que se conecta com outros seres humanos em comunidades (virtuais ou não), que tem interesses culturais e sociais e que não passa (diferente da sua identidade de publicitário) a vida pensando em marcas, vendas, anúncios, prêmios, audiência, compras. Quando uma marca (ou um publicitáro) deixa de “simular interesses genuínos”, esquece a necessidade de controle e se mistura de fato com os interesses de seu público, é aí que as coisas começam a ficar tão ou mais atraentes quanto um bom livro de ficção científica. Com a diferença que é tudo verdade.

Kingdom of Doom



Amanhã: William Gibson e os publicitáros.

23 February 2007

The Good The Good and The Good



Falar sobre esse disco pra mim é falar de todo um jeito de produzir cultura pop que vem amadurecendo nos últimos dez anos. Damon Albarn sabe fazer essas coisas, sabe mexer no caldeirão pop. Sem querer puxar o saco, ele tem a manha. Quem mais consegue chamar o guitarrista Verve, o baixista do Clash, o baterista do Fela Kuti e o produtor que levou a cultura mash-up às massas pra um mesmo disco? E dar um jeito disso tudo fazer sentido? Só quem conseguiu ir a Mali e fazer um disco com músicos africanos sem fazer estardalhaço sentimentalóide por causa da fome... só quem conseguiu criar uma banda de desenho animado com mais consistência musical e sucesso comercial do que muitas bandas de verdade... só quem conseguiu cair fora do britpop antes que ele virasse piada.

The Good The Bad and The Queen é maior do que a soma das parte. As partes são muito claras: a voz aguda e Albarn, acompanhada por um divertido piano, as guitarras cheias de ecos e efeitos psicodélicos gelados de Simon Tong; os baixos gordos e exatos do Paul Simonon ... a bateria percussiva, ao mesmo tempo relaxante e nervosa de Tony Allen. A soma, por sua vez, é indefinível. Em boa parte graças à mão do produtor Danger Mouse, responsável dois dos discos mais inteligentes, dançantes e criativos do pop da última década (Demon Days do Gorillaz e St. Elsewhere do Gnarls Barkley). É o cara que levou a cultura mash-up às massas de uma maneira não óbvia, sem precisar juntar duas faixas como no playlist da Joven Pan.

Música ampla, fluída, repleta de camadas, melodias espaciais, baixos gordos marcados, batidas ricas mas ainda assim marcadas, dançantes: a trilha sonora de um mundo em um processo de cotidiana desconstrução e reconstrução.

Esse disco fala muito sobre nossos tempos. Tem um monte de respostas curiosas aqui. E um outro punhado de perguntas ainda mais interessantes. E não é nas letras. Não é no encarte. Não é no som. É na experiência. É nas camadas. É na falta aparente de foco.

Eu não estou viajando. Estou falando bem sério.

22 February 2007

Nota curiosa



"A empresa aérea Volaris, conhecida por oferecer vôos de baixo custo no México, implantou um aluguel de iPod Vídeo por US$ 5 (cerca de R$ 11) em seus aviões.

A empresa inaugurou o serviço neste mês. Por enquanto, a programação possível para os aparelhos é tirada do canal de TV Televisa, cujo produto mais conhecido no Brasil é o seriado "Chaves" (SBT)."

Tirei da Folha.

15 February 2007

Pós-Fanfarra

Era pra ser um post pré-carnaval, eu ia deixar uma série de links e referências pra quem ia ficar na frente do computador nesses dias todos. Mas acabei esquecendo de postar. Como estou retomando as questões cotidianas, o pré virou pós: alguns links e caminhos para a mais pura sabedoria ordinária midiática.

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O Código Google da Vinci:



Comercial Massa da Levi's feito por estudantes:



Blog do Grampá:




Texto lúcido do Matias sobre o que significa hoje VIDEOCLIP:

"Mas o termo "videoclipe" vem de "clipe" de "vídeo", "pedaço de filme" e é isso que nos acostumamos a ver neste mundo consagrado pelo YouTube – trechos pequenos de filmes, sejam curtas metragens, notícias, animações, trechos de esportes, trailers de filme, comerciais de TV, teasers de promoções."


Lindo flog da Nina.



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Bom início de ano a todos.

Um adendo ao post abaixo

Eu estava pensando... faltou colocar o George Bush (pelos prisioneiros de Guantanamo, no mínimo) e o Tony Blair (pelo Jean Charles, além do apoio a Bush).

Tava faltando, né...

14 February 2007

Grande filme

Consciência



Matéria na Time sobre ciência da mente. É mais sobre o hardware do que o software (que é a parte que me interessa mais), mas ainda assim tem várias coisas interessantes.

Como esse trecho abaixo (tradução tosca):

Outra conclusão estarrecedora da ciência da consciência é o fato de ser ilusório o sentimento intuitivo que temos sobre existir um "EU" que está sentado numa sala de controle do cérebro, escaneando as telas dos sentidos e apertando os botões que movem os músculo. A consciência, na verdade, consiste em uma miríade de eventos distribuídos ao longo do cérebro. Esses eventos competem por atenção e, à medida que um processo se sobrepõe a outro, o cérebro racionaliza as "saídas" e dá a impressão de que um "eu" estava no comando o tempo todo.

Já pensou? Se o sentimento de "eu" é uma ilusão? Quem está aqui? Quem está fazendo tudo isso?

Estarrecedor. Somos todos avatares.

12 February 2007

Pequena Miss Sunshine



Me lembrei de Jigme Khyentse Rinpoche: o mais importante é um coração tenro. E que bom que existem filmes como esse, que parecem especialmente desenhados para derreter alguns corações. O meu foi totalmente amolecido e isso depende, claro, do quanto você coloca de seu no filme, das suas conexões. É uma base, um espelho, uma forma de pudim pra você rechear com a sua história, deixar cozinhando durante a projeção e ao final virar pra ver no que deu.

É um filme sobre família, sobre ligações familiares, mas em última instância também é sobre as ligações entre pessoas, quaisquer pessoas - ali representadas por uma família disfuncional e essa é a questão: existe família funcional? Não seria uma contradição em termos? I hope so...

É um filme de assunstos concentrados: 6 pessoas são reunidas numa kombi com suas questões misturadas sob pressão durante um fim de semana na estrada. É como se viajassem em uma panela de pressão psicológica, cozinhando os entendimentos e desentendimentos pra ver que bicho dá.

É um filme sobre a mitologia americana em torno do Vencedor e do Perdedor e mesmo que não estejamos tão imersos nessa cultura quanto alguns personagens do filme, ela costuma transbordar do norte do nosso continente aqui pro sul através dos produtos culturais, então também faz algum sentido pra gente.

É um filme sobre pais, filhos, velhos, gays, vencedores, perdedores, frustrados, esperançosos, achados e perdidos.

É um filme sobre ser humano com todo e som e fúria que isso inclui.

É, de fato, um pequeno raio de sol, que não sai da tela, sai de dentro do coração de quem está assistindo. E me lembrei de Shantideva:

"Assim como numa noite em que as nuvens adensam ainda mais as trevas, o relâmpago pode às vezes brilhar."

O relâmpago de dentro, não o de fora.

09 February 2007

Vega Special



E um loop se fecha: foi da Suzanne Vega a música que se tornou o primeiro mp3 da história e também foi ela a primeira artista mais conhecida a se apresentar "ao vivo" no Second Life. O showzinho rolou em agosto do ano passado, sincronizado à uma entrevista/canja da moça num programa de rádio americano.

No vídeo acima, tem ela cantando e contando a história de como Tom's Diner se tornou o primeiro arquivo comprimido no formato de mp3. Tem mais um pouco de história aqui na Wikipedia e um artigo também no blog New World Notes.

O video em si exige uma boa dose de paciência e boa vontade com as novas tecnologias: tem que estar muito no clima Second Life pra se ligar nos avatares de rosto impassível, sendo que o mais desinteressante deles é da própria Suzanne Vega. Mas uma coisa compensa: a voz da molér, linda, cantando essa incrível canção. Warm stuff.

Feio



Campanha do Instituto Europeo de Design, que fica em São Paulo. A campanha é engraçada (meio baseada no Borat?) e bem feita, mas esse posicionamento vai contra tudo que eu já ouvi os designers falarem: que design é muito mais do que simplesmente trabalhar a forma, que design é processo e penso. É o que a publicidade pode aprender com a área de design!

Mas, enfim... esse IED faz uma comunicação meio bizarra mesmo. Essa campanha é engraçada ao menos, mas tem um outdoor que eu vi uma vez em SP que era DEVERAS bizarro. Tão bizarro que eu não consigo me lembrar.

08 February 2007

Jonze

"Publicidade não é arte, mas fica mais interessante quando se aproxima da arte". Palavras de Marcello Serpa, um dos melhores diretores de arte e publicitários desse país. Me lembrei delas quando recebi um email com esse link mostrando os 5 melhores comerciais do Spike Jonze.

O cara é um artista e quando coloca a visão dele a serviço de marcas como Adidas deixa o intervalitcho comercial mais agradável, dá um sentido um pouco mais decente à nossa (dos publicitários) vida de comércio e consumo. Não é todo mundo que consegue (e pode) fazer isso. Não é sempre que dá. Mas se dá, tanto melhor, eu acho.

Meus dois prediletos dessa safra:



Esse comercial é uma doença por vários aspectos. Não é só a loucurinha por si só, mas o fato dessa visão indie-lúdica ser usada pra vender um tênis com cara de tênis de corrida. Tipo, faria um pouco mais de sentido que fosse usado pra vender essas reedições de tênis antigos. Então tem um estranhamento extra, saca? Claro que o slogan "Impossible is nothing" parece abrir portas pra estilêra vazia e a viajêra liberada. Mas me parece haver aqui alguma coerência. Não sei bem qualé, mas juro que acho que tem. Americanos.

Duas cerejas no bolo: a referência ao meio andar do Quero Ser John Malkovich e a excelente trilha, que fez o filme ganhar o prêmio de Melhor Uso de Música no Festival de Cannes de 2005.



Acho genial esse filme. A idéia em si já é maravilhosa: pra que se apegar com tanto sentimentalismo a objetos? Tudo bem que o objetivo é vender uma luminária nova. Mas o cara que aparece é tão direto que vale o recado. E tem mais: um filme com direção limpa, sem arroubos nem invencionices, direção a serviço da essência do roteiro e não o contrário!

Os outros filmes na lista são o Y2K Jogger(no qual um cara sai pra fazer a corrida matinal no meio do caos causado pelo bug do milênio), outro do Budy Lee Dungarees (uma bobagem) e o Pardon Our Dust da Gap, o mais puro estilo Jackass pra vender reinauguração de uma loja. Idéia meio palha (detesto revoltas populares em comerciais), execução massa!

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Uma curiosidade: eu não sabia que esse filme era do Spike Jonze. Descobri esses tempos. Mostra o Andre Agassi e o Pete Sampras disputando uma partida no meio de um cruzamento em NY.

07 February 2007

Desenhos



A imagem acima é um still do vídeo "Prehistoria" do artista mexicano Gabriel Acerdo Velarde, parte da exposição "Adquisiciones, donaciones y comodatos" que recém vimos no Malba. "Prehistoria" é um tapa na cara que fica fermentando durante dias, trinta minutos de traços básicos, fita durex, trilha composta com ruídos minimalistas feitos com a boca, tudo para ressaltar uma história recheada de significados amplos e universais que toca fundo no vivente.

O storyline básico é a luta de uma vítima da queda de um avião tentando sobreviver em uma cordilheira inóspita. Durante sua busca por alimento e socorro, ele descobre que seus fluídos corporais (esperma e vômito, mais especificamente) dão origem a outras pessoas quando em contato com a terra. A relação entre eles e essas pessoas é confusa: elas servem de alimento, servem de companhia, servem de espelho moral. Elas se comem entre si (do ponto de vista alimentício e sexual). Elas são crianças? São seus filhos? Morte e gênese, moral, desespero e limites. Vem tudo à cabeça. É uma grande doença, uma obra superforte que precisa só de meia dúzia de traços pra fazer sentido e te fazer buscar sentido.

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Essa a gente viu no Centro Cultural da Recoleta: coletânea de trabalhos do Max Cachimba. Mais um cartunista louco? O Takeda me contou que ele mora em Rosário é extremamente recluso, que tentou fazer contato com o cara para um trabalho pra Fox. Mas ele não olha emails nem atende telefonemas, apenas recebe recados através de outros cartunistas. Enfim. Cachimba nasceu como fruto da cena da revista Fierro, foi dono de uma tira chamada Humor Idiota, é artista gráfico com toda aquela carga de realidade mágica que parece caracterizar uma boa parte dos cartunistas argentinos. Não que eu conheça muitos.




Comprei um livretinho do Cachimba com uma coletânea do Humor Idiota e não é idiota. Idiota somos nós que perdemos a visão lúdica da vida aos poucos.

Pra conhecer um pouco melhor o Cachimba, vai aqui.

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E já que estamos nessa de cartunistas e desenhos... essas imagens, acima e abaixo, são de uma parede da Boutique del Libro em Palermo. Desenhos do Fontanarosa e do Liniers direto na parede. Tem também da Maitena e de outros cartunistas que eu não conheço. Além de simpática livraria, ainda é um café e uma loja de CDs coordenada pelo pessoal da revista Les Inrockuptibles.



Confesso, no entanto, que meio que perdi a paciência pra livrarias. Já tive mais mentalidade de colecionador, ficar procurando coisas. Mas hoje não tenho mais paciência pra procurar nada. Por essas e por outras é que achei a Grand Ateneo um lugar realmente de tirar o fôlego, mas não muito atraente pra comprar alguma coisa: linda, porém muito descomunal. Pra que tudo isso?

06 February 2007

Férias



Enquanto eu não escrevo sobre as minhas microférias em Buenos Aires, vai lá no Fiambres ler sobre as férias do Léo na Bahia. Vale a pena, post recheado de pequenos insights espertos.

Que, por sinal, me lembraram uma explicação técnica que me deram pra para tanta festa na Bahia: diz que o Michael Porter (figurão da Harvard Business School) foi contratado pelo governo baiano pra fazer uma análise sobre a economia do estado. A conclusão do estudo mostrava que a Bahia é um "cluster" de entretenimento. Ou seja, um ponto geográfico onde existem todas as partes necessárias para uma cadeia de negócios acontecer: consumidores, distribuidores, produtores - e provavelmente também corruptos, aproveitadores, proxenetas e etc e tal.

Mas o fato é esse: se você passa alguns dias na Bahia percebe que aquela lenda da preguiça na verdade é parte integrante um grande negócio, que movimenta bilhões.

Isso explica a Ford Ecosport Edição Chiclete com Banana, beleza?

05 February 2007

The iPod Pequeño



Quando comprei, meu mp3 player era minúsculo. Em um ano e meio, ele cresceu de três a quatro vezes em saltos espaçados. Sem mais nem menos. Ele simplesmente ERA bem menor quando eu comprei. Cresceu de acordo com os lançamentos. Como os celulares, que com o passar do tempo iam convertendo-se de aparelhos vistosos e elegantes em TIJOLOS. Uma mutação surpreendente que acontecia a olhos vistos. Pure magic. Será q o mesmo vai acontecer com os peitos de silicone?

Não deixe de dar uma olhada no "Steve Jobs" mostrando o "iPhone" também no Saturday Night Live...

01 February 2007

Bom fim de semana



Aqui em Porto Alegre é amanhã é feriado. Então boto o pé na estrada (na verdade, no avião) e me mando até domingo à noite. Nos falamos mais além e aí eu conto mais.

Enquanto isso, check the site novo do Takeda out: o saywhisky e seu manifesto da foto analógica!



Até!

Trapalhosemiologia & Outras Coisas



O Léo me passou isso hoje e fora a nostalgia básica, é incrível perceber como a abertura continua atual e excelente! Tem até um lance meio Scanner Darkly, tá ligado?

E o Dedé olhando aquela bunda? Hmmm... me pareceu ironia... assim como o Mussum "na maior água"... já estou viajando na semiologia trapalhística...

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Terça fui no show do Matisyahu aqui em Porto Alegre impulsionado pelas músicas agradáveis e por resenhas elogiosas do Luciano Matos e do Lucio Ribeiro. Mas eu me decepcionei. Primeiro pensei "bah, devo estar cansado e de mau humor q não estou conseguindo entrar no clima do show". Dois segundos depois de eu virar pra minha namorada e falar "esse cara não tem carisma", ele entrou com um hit e a galera veio abaixo. Fiquei na minha, então.

Mas no fim das contas, acho q é um show mais ou menos mesmo. Um batera saliente demais. Baixista e guitarrista bons (o guitarra usando dois Vox incríveis, uma semiacústica foda...), mas não deu. E o som não colaborou: emboladaço, os graves do baixo e do bumbo da bateria embolando todo o resto. Embolar o meio de campo no reggae é sacanagem.