27 April 2007

Conector de férias. Volte dia 20 de maio.



E mais uma vez o Conector bota o pé na estrada. Volto no meio de maio.

Alguns toques.

1 - Deve sair essa semana na Zero Hora um artigo meu baseado no post que fiz sobre o Blink (logo mais abaixo).
2 - Também estou aguardando sair uma matéria na Folha de SP sobre Snack Culture que teve no Conector uma de suas fontes. Ou já saiu e eu não vi?
3 - Esqueci de avisar que o post sobre o Idoru saiu no jornal Propaganda e Marketing há umas 2 semanas!


Mas, enfim.

E o que você, fiel leitor, que não vive sem acessar o Conector um só dia? Bom, tenho várias sugestões. Uma é ir aqui do lado e acessar o Informantes do Conector, o post onde eu selecionei páginas que valem a pena uma visita diária. Pode ficar tranquilo que nesses sites você vai encontrar coisa suficiente e muito melhor do que aqui. É de onde eu roubo assuntos & visões muito freqüentemente. Se desejar, você também pode navegar pelos arquivos do blog, há muitos posts pra você se esbaldar.

E não esqueça de começar a voltar aqui diariamente lá pelo dia 20 de maio. Se quiser que eu avise, mande email pro endereço que tá lá em cima, junto ao nome do blog. Teremos novidades quando eu voltar.

E se você não voltar, eu busco você pela orelha.

Recorte & colagem



Clip sensacional para uma música genérica. E catando aqui e ali tu vê que tem rolado uma onda forte pelo lance analógico ou mais tosco.

26 April 2007

É hoje, minha gente



O último dia da temporada WALVERDES RECEBE em Porto Alegre. Depois disso, só tem show em junho em SP. Vai lá.

25 April 2007

Respeito é bom e conversa os dentes



Dá uma olhada nesse muro na frente da Faculdade de Administração da UFRGS, quase centro de Porto Alegre. Volta e meia eu passo por ali. Ele tem camadas e mais camadas de grafite, uns sobre os outros. Tudo que pintam ali é efêmero, depois de um tempo brota outra coisa em cima. Mas tem um pedaço, um trecho, que nunca ninguém se atreve a cobrir.



Um desenho dos Gêmeos. Tu vê.

24 April 2007

Hoje: filosofia rápida e barata




Blogs são tamagochis.

23 April 2007

Piscadela

Krusty


A figuraça aí de cima é Malcom Gladwell, ensaísta americano dono de dois títulos bastante incensados no meio empresarial e de comunicação: Tipping Point e Blink.

Bom, O Tipping Point é o mais comentado porque parte da concepção biológica de epidemia pra explicar coisas que começam a se espalhar por aí, como filmes que não são promovidos e são falados e vistos por todo mundo, só pra dar um exemplo mais clássico. É o famoso BUZZ.

Mas o Blink é outro negócio. Sabe quando você dá de cara com alguma pessoa e antes mesmo de conhecê-la mais a fundo já sente um NEGÓCIO que estabelece sua comunicação com ela? Segundo Gladwell, nesses primeiros segundos o cérebro calcula toda a situação e absorve informações cruciais e suficientes para uma EXCELENTE avaliação. E excesso de informação depois disso até pode atrapalhar julgamentos mais acurados.

Não se trata de largar de mão a verificação exaustiva por dados, mas o fato é que muitas vezes essa cognição rápida e inconsciente é desprezada em favor de dados frios que em vez de ajudar a garantir um sucesso só estabelecem as bases de um fracasso. Foi assim com o lançamento da New Coke, foi assim com a compra errada de uma estátua falsificada pelo Getty Museum de Nova Iorque, foi assim com uma cadeira que hoje é um sucesso de vendas mas que quase não foi lançada porque os consumidores que embasavam a pesquisa de mercado marcavam "feia" quando sua cognição rápida queria dizer "diferente".

Todo mundo tem essa "cognição rápida", mas só os especialistas em determinados assuntos sabem utilizá-la deliberadamente. Técnicos de futebol não precisam assistir a dezenas de jogos pra verificar a habilidade de um jogador. Às vezes com duas ou três jogadas já é possível determinar todo o padrão de jogo do atleta. Gladwell chama isso de "fatiar fino" e vai atrás de um cara que pesquisa casais para embasar sua tese. O pesquisador em questão (esqueci o nome) aprendeu a "fatiar fino" os primeiros minutos dos diálogos de casais e a descobrir se eles vão se separar nos próximos anos.

O livro é excelente. Recheado de exemplos, escrito de uma forma fluída, como uma grande reportagem (Gladwell escrevia/escreve pra The New Yorker) e termina praticamente como um thriller de ação a dedicar o capítulo final a estudos de expressão de emoção na face ilustrados com histórias de policiais que meterm os pés pelas mãos a não saber ler uma situação com rapidez.

Duas anotações mentais.

1) Uma pena que é só um livro. Fosse transformado em método e ensinado, talvez o conhecimento que o Gladwell reuniu pudesse ser útil pra muita gente. Se ele fosse um picareta, já estaria fazendo uns workshops. Bom... peraê... melhor deixar quieto. E tem mais... nem conheço a fundo o trabalho do cara. Nem sei se ele não é um picareta mesmo. Pesquisarei.

2) O texto de promoção na orelha e contracapa da edição brasileira tentam vender o livro como um best-seller de administração. Aquela coisa de "o livro sobre decisões que virou coqueluche entre empresários". Não é bem assim. Faz parecer um livro trouxa e não é. E tem outra: só ler esse livro não vai adiantar muita coisa. Quem vai te treinar pra "fatiar fino"? Fatiar fino ajuda mesmo a melhorar a vida de alguém como prega a contracapa? Aí já entramos no terreno da auto-ajuda barata... câmbio desligo...

* PS: valeu Takeda por emprestar. E Will por insistir na leitura.

20 April 2007

Quitutes Profinde



O tipógrafo, designer e criador da Macmania Tony de Marco tá acompanhando fotograficamente a transformação que São Paulo tá vivendo com o Projeto Cidade Limpa, que proibiu publiciade em mídia exterior tradicional. Causação no meio publicitário, gritaria, horror e pânico. É uma medida meio meia boca, pq logo a cidade vai estar infestada de MU - mobiliário urbano (paradas de ônibus, totens com cartazes, etc), então haverá poluição publicitária anyway. Tem um monte de questões políticas envolvidas, quebra de empresas de mídia exterior, desemprego, menor arrecadação de impostos, o fato da Prefeitura ganhar mais grana com MU. Mas, enfim. Eu apoio a decisão. Qualquer coisa que dê uma limpada no espaço básico de convivência vem pro bem. Depois se vê o que vai rolar.

Vale a pena vasculhar todos os sets de fotos do flog do Tony de Marco. Dica roubada do Trabalho Sujo.





E o Richard Linklater tá filmando uma história ao longo de 12 anos. Todo ano, filma um pouquinho. Dá uma bizoiada na história aqui.





Quem acompanha o blog Urbe sabe que há anos o Bruno Natal vem fazendo um documentário sobre dub, o Dub Echoes. Parece que agora a criança sai: o Bruno descolou uma entrevista com o Lee Perry na passagm do cara pelo Rio.

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Por hoje é só, pessoal. Sem grandes elucubrações. Estou megasequelado dos shows e do trabalho de ontem. Até segunda-feira, onde vou dar uma palavrinha sobre os Klaxons e essa tal de NEW RAVE.

Endjóy the feende!

19 April 2007

É ÔDJE



Walverdes recebe a catrefa: Vianna Moog, Podias Erpior e a ESTRÉIA MUNDIAL DO MEU SHOW SOLO. Tem músicas lá no MySpace.

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No meio de taaaaaaaaaaaaaaaantos "filmezinhos de YouTube" que a gente recebe hoje, finalmente algo que é DE FACTO genial: The Landlord, um curtinha de poucos minutos com o Will Ferrell. O cara é uma grande inspiração sempre. Devia dar palestras motivacionais em corporações.

Aproveita a onda e vai no Gerador de Filmes do Will Ferrell... rererê...

18 April 2007

Baseman em SP



O Gary Baseman (demente mental, cartunista, produtor, "toiárter", uma das pessoas mais criativas do mundo segundo uma revistalá) quer virar o Fatboy Slim. Ontem falou num evento da Pix e da Vinil. Gostaria muito de ter ido, mas sacumé. Porto Alegre > SP. Longe. A Fran foi e me contou o que rolou. Olhaê.

frrn diz:
ontem teve a palestra do baseman. foi insana. o cara só falou baixaria. foi a palestra do duplo sentido. era pra ser de toy art, mas foi sobre sexo, na real
Gustavo Mini diz:
como assim?
frrn diz:
todos os toys dele tem uma história de conotação sexual. o cara é um tarado. tudo se derrete, tudo jorra.... é a ode ao gozo! e ele foi mto engraçado... mostrou uma foto dele do lado de uma prima mais velha. ele com uma cara de tarado. e a prima é a cara das meninas que ele desenha repetidamente
frrn diz:
e depois mostrou uma série de fotos muito afudê, que ele coleciona e está programando uma expo e livro. fotos antigas de pessoas mascaradas
frrn diz:
e o cara tá se divorciando - isso ele não falou na palestra, um amigo que baladeou com ele me contou, foram na d-edge na segunda - e o divórcio tá custando 1 milhão de dólares. ou seja, o cara ganhou dinheiro às custas das suas perversões
Gustavo Mini diz:
mas que doença. a mulher tá querendo tirar 1 milhao dele? claro...ela deve ter servido de inspiracao...
frrn diz:
e foi interessante de ver que essa turma de artistas de LA são todos amigos, ele, o mark ryden, o tim biskup
frrn diz:
coisas de divórcio americano
frrn diz:
lá pelas tantas ele mostrou uma foto de um gato q ele tinha q levou um rato morto pra casa. colocou um toy por perto e fotografou




frrn diz:
a palestra foi basicamente em cima do arquivo de fotos q ele tinha do computador. foi praticamente um slide show
Gustavo Mini:
mas tinha uma coerencia?
frrn diz:
e tem um trabalho mto interessante, q ele mostrou também. umas telas coletivas feitas por ele, o mark, o tim, o yoshitomo/moto... que foram expostas no japão e são incríveis.
frrn diz:
uma sutil coerência
Gustavo Mini diz:
"sutil coerencia" hahahahahahahaha uma boa filosofia de vida
frrn diz:
tipo... ele mostra a foto da prima dele, mas não diz q serviu de inspiração e nada. mas meio q fica óbvio pela cara de tarado e pela similaridade dela com os desenhos. e depois mostra uma foto dos pais dele e conta que teve uma infância feliz nos eua, mas que os pais eram poloneses fugidos da segunda guerra, que perderam toda a família e foram atrás do sonho americano
frrn diz:
dizendo isso ele meio que se explica. sua liberdade de viver da arte... e suas "revoltas" expressadas através da eprversão
frrn diz:
depois mostra uma foto dele no highscool. lindo, mas com o pior cabelo do mundo. juro. mto mto bad hair day. um cabelo indescritível.
frrn diz:
ele usa essa foto pra explificar que teve uma adolescência difícil
Gustavo Mini diz:
hahahahaha


Toby

frrn diz:
ele começou a palestra dizendo que criou o tobby par ser o best friend, pra contar todos os dirty secrets dele e love him unconditionally. ou seja, teve muita coerência, na verdade
frrn diz:
bah... e uma coisa totalmente clichê. tiozinho gringo de camisa estampada curtindo muito o fato de estar no brasil. total caipirinha
frrn diz:
última coisa: a história da animação que ele fez pra disney. ele criou um personagem que é um cachorro que coloca óculos e uma calça e se transforma numa criança. ele diz que sempre achou muito idiota o fato de um cara tirar o óculos, rasgar a camisa e se transformar no super-homem. e quis criar algo muito mais idiota ainda
frrn diz:
teacher's pet se chama
mas olha, acho que não vai faltar oportunidade pra tu ver ele. ele volta pro resfest e tbém pra lançar um toy novo na plastik. cidadão brasileiro já.

Amanhã



Noite cheia de quitutes. Além do show dos Walverdes, que vem acontecendo com músicas novas enxertadas, tem a estréia ao vivo do meu projeto solo, a Vianna Moog nessa nova fase, mais um passo na volta da Podias Er Pior e exposição do Giovani Paim.

17 April 2007

E agora?



Juro que eu não tenho nada a ver com isso.

A Excêntrica Família de Lewis



Os blockbusters "filmados" andam tão ruins, tão à base de carros velozes, hip hop barato, manos e minas, que está acontecendo o inevitável: a discussão de questões existenciais num nível pop está migrando cada vez mais para os filmes de animação (tem também os filmes de comédia, mas isso é assunto pra outro post).

Nesse sentido, A Família do Futuro é um caminhão de pequenas dúvidas contemporâneas interligadas de forma não-linear para construir, no fim das contas, uma estrutura aceitável e tranqüila de existência. Peraê, o que eu disse? Que finalmente alguém captou um pouco do caos da vida moderna, bateu no liquidificador e conseguiu retirar dali um clássico final feliz Disney-americano-empreendedor. Os caras são bons, hein?

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A história: Lewis é órfão e adora inventar aparelhos eletrônicos pra melhorar a vida das pessoas. Numa feira de ciências, ele é abordado por um garoto que veio do futuro pra salvar Lewis de um vilão do futuro. Lewis vai, se encrenca e começa uma aventura à base referências pop futuristas (matrix, phillip k dick, jetsons), elipses de tempo, questionamentos acerca de maternidade, família e moral, tudo isso se enrolando e desenrolando numa insana velocidade. Nunca vi um filme infantil com as crianças tão quietas durante a projeção. Das duas uma: ou elas não estavam entendendo nada ou estavam entendendo tudo.


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Lewis foi adotado e encontra uma nova família, absolutamente maluca no dia-a-dia e "maluca" nas conexões afetivas: poucos são parentes "de sangue", a maior parte acabou reunida por sua excentricidade ou por sua paixão em comum: a criatividade. Extremamente simbólico quando as instituições familiares clássicas parecem estar ruindo ou querendo ruir para abrir espaço para novas interações - que também sabe-se lá se vão dar certo ou onde vão parar. Como o filme termina bem no momento da felicidade geral da nação, a gente nunca sabe as consequências.

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A mensagem Disney de "imagine, lute e vai acontecer CERTO" não é esquecida. Nesse sentido, a suposta loucura do filme é contrabalançado com a boa e velha (e segura) filofosia ianque. Não importa nada, não interessam as condições externas, se VOCÊ se esforçar e trabalhar DURO, você VAI chegar onde quer. É um pouco scary diante de certos caprichos inevitáveis do universo (impermanência, por exemplo), mas confesso que também acho bom pra temperar a indolência latina.

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O lema do cientista do futuro no filme é "Siga em Frente" e um curioso libelo pelo fracasso acompanha esse mantra. Tem uma cena engraçada na qual Lewis fracassa com um invento e toda a "família do futuro" comemora o fracasso como uma etapa pro sucesso final jogando bebida na cara.

Louvável a atitude de aceitar o fracasso. Temerosa a idéia de que o sucesso é sempre garantido para os que se esforçam. A noção de justiça é muito presa a questões temporais e morais ainda.

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Independente disso, como tu pode ver, A Família do Futuro rende um monte de boas reflexões. Mas eu posso também estar enganado. Pode ter sido tudo o efeito da overdose de pipoca.

16 April 2007

Sorria



Mais uma vez sensacional a campanha do Sonàr, o festival de "música avançada" que rola em Barcelona no meio do ano. Os caras resgataram, nada mais natural em época de new rave, o smile. Até o Altern 8 vai tocar. Enfim. Finalmente parece que o espírito acid house está oficialmente de volta.

E dê-lhe padrões



Sigo na minha pesquisa particular por padrões e disciplinas. Meu colega Marceleza Peresin descolou esse set de fotos no Flickr de um cara que coleciona "secutiry patterns", que vem a ser as estampas internas de envelopes que impedem que alguém leia o conteúdo da correspondência.

É a poesia da burocracia. Devidamente recortada para tanto, claro.

13 April 2007

Post It Culture?



Vasculhando, tu acha vários videozinhos no You Tube com animações à base de Post It. Tem coisas como o Tetris, o Pong e um lance mais poético (e também um pouco mais chatinho, mto grande) com um som que parece Badly Drawn Boy, mas não sei o q é.

Cool, hein? Acho lindo esse lance de pegar um treco absolutamente sem graça e utilitário como o post-it e transformar em algo divertido, criativo e lúdico.


O escritório do escritor inglês Will Self


Eu adoro Post-it. Não uso, prefiro papéis soltos e o post-it virtual de anotação da página personalizada do Google. Mas acho o conceito do post-it genial, essas doenças da 3M. Aliás, eu adoro tudo que se refere a organização. Uma vez que o mundo é um caos, acho lindo e todas as inúteis tentativas humanas de botar ordem nas coisas, do post-it às pastinhas de arquivos de sistemas operacionais, passando pela meditação e por qualquer tipo de padrão e classificação. Eu adoro essa campanha da Bisley:


"Vamordená esses tracinho colorido!"



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Da organização ao caos. Show dos Walverdes ontem lotado. Não deixa de dar uma vasculhada no albinho de fotos do Tatu, com muitas fotos massa como essa, essa e essa.

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Intervenção urbana budista. O que é isso? Não sei. Tava caminhando hoje pela João Pessoa, em Porto Alegre, e me deparei com isso colado numa caixa de luz.

Tu vê.

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Bom fim de semana.

Fly, fly, butterfly



Tirei do Flicrk da Erica & do VG, uns amigos que estão na Itália. Diz q é tá se usando muito essas borboletinhas por lá. Achei massa elas cobrindo o cinquecento. Imagina se elas saem voando com ele por aí.

12 April 2007

Quitutes de Hoje



Tem shô hoje aqui em Porto Alegre.


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Ainda sobre o post do Houllebecq, eu estava pensando alguma coisas.

* Como é bom revisitar um livro, ainda mais quando já faz uns 5 anos que você o leu e sua vida deu algumas voltas. Eu li praticamente um outro livro, com a vantagem de já deslizar em parte do conteúdo por ter lido. Por isso que eu falo do Houllebecq como um estrategista ao invés da metralhadora giratória como ele é geralmente citado em todas as resenhas: eu encontrei o estrategista embaixo do fogo cruzado por ter sobrevivido ao primeiro tiroteio.

* No blog do Information Architets tem um bom texto a respeito de você revisitar livros. É o artigo "Good Books Want to Be Re-Read". Um verdadeiro quitute cheio de frases de efeito pra você usar no seu blog. A minha predileta é "Kids love repetition.".

We're all kids.

11 April 2007

Talkin'bout ma generation

"Como não tínhamos dinheiro pra pintar todo o bar, ela fez uns desenhos nas paredes, inspirados na Garagem Hermética do Moebius: o Major Fatal, personagem principal da história, entrando e saindo de portas rabiscadas na tinta branca suja. Na sala onde ficaria o bar, enchemos as paredes com dezenas de páginas de histórias em quadrinhos. A mesma coisa foi feita no hall de entrada, onde as folhas cobriram o teto. Um amigo nos deu um pôster com o rostão do Picasso com uns olhos penetrantes de artista excêntrico que colamos sobre as páginas de revista. Bem em cima da porta do hall, e o Picasso ficava lá em cima, como um vigia, cuidando todo mundo que entrava. A iluminação era composta por umas sete lâmpadas azuis espalhadas em cantos estratégicos, três canhões de luz com filtro vermelho no palco e só. No banheiro, colocamos um compensado com a mesma pintura Pollock-chinelona sobre a banheira (que acabaria virando um gigantesco e nojento mictório) e, antecipando o que ocorreria de maneira inevitável, pichamos todas as paredes com manchas, borrões, desenhos obscenos e frases de desordem (lembro duma: “free your mind and your ass will follow”, que alguém escreveu embaixo: “bando de viados”), resumindo: um banheiro muito jovem."


Toda cena precisa de algo para orbitar ao redor. Pode ser um selo ou uma banda. Mas o ideal e o que sempre mais pega é um LUGAR. Os anos 90 em Porto Alegre tiveram o Garagem Hermética, o nascedouro não só de toda uma geração musical (Walverdes incluso) mas também o imã que atraiu uma geração inteira de slackers & hiperativos culturais que sobreviveram anos à base de Nevermind, Check Your Head e Dirty.

O Léo Felipe foi um dos donos do Garagem e tá contando a sua versão da história que tu pode acompanhar pelo blog dele, o Foguete Formidável. Dá uma procurada nos arquivos de março que é onde começa a história. Um documento fundamental.

***

Eu tenho meia dúzia de história sobre o Garagem também. Um dia eu conto. A outra meia dúzia, vou ter que incorrer no clichê mais surrado do mundo, eu realmente não me lembro.

Sintonizado com a juventude atual



Conector New Rave.

10 April 2007

Quer revista em PDF? Então toma



Pra tu te esbaldar, esse site se propõe a catalogar e te mostrar o caminho de TODAS AS REVISTAS EM PDF DO MUNDO. Quer dizer, as revistas mais chinfrosas, de design, moda, ilustração, música... sabe esse tipo de coisa?

A dica foi da Lise Bing.

09 April 2007

A vida é cheia de som e fúria. E daí?



O mundo tá mesmo cheio de escritores com uma visão dura da humanidade e a maior parte deles é formada por bêbados com metralhadoras giratórias. Mas os mais legais são como o Michel Houllebq: astutos engenheiros militares que projetam campos minados em suas páginas, o que é bem mais perigoso e pode ficar ainda pior se tu entra pela segunda vez no tal campo.

Malandro, tu acha que já detonou todos os projéteis. Mas a real é que tu começa a descobrir novos artefatos escondidos, que talvez não explodam de forma tão espetacular mas fazem estragos da mesma maneira.

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Bom, foi mais ou menos assim que eu me senti ao terminar de reler o Plataforma nesse fim de semana. Aproveitando as largas horas de ócio que as micro-tours dos Walverdes proporcionam na estrada, me lancei mais uma vez na história do funcionário do Ministério Público francês que leva uma vida absolutamente cinza e não tem nenhum problema com isso. De pensamentos mesquinhos e solitários (porém absolutamente honestos), o protagonista vai se vendo envolvido com um pequeno problema: ele é obrigado a sair da sua vida cinzenta e a construir uma existência feliz.

Não de forma viril e enérgica, pelo contrário, mas rastejando da imobilidade medíocre para uma sucessão de acontecimentos felizes, tudo acompanhado de uma vibe que não consigo decidir se é entusiasmo incréu ou algum tipo de resignação por clarividência... hmmm... é tudo muito ambíguo e isso tem a ver com a última frase do livro, que não vou revelar pra não estragar a surpresa pra quem quiser ler.

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Se o final de Plataforma é pouco inspirador (isso eu posso dizer), ao menos ele é (de novo) honesto ao extremo quanto à condição humana de viver num cotidiano sem grandes epifanias. A felicidade e a infelicidade que conduzem a história não são intensas em sua descrição, são cinzas como é a vida da maior parte das pessoas e da menor parte dos personagens de romances. E isso traz informações valiosas, porém deprimentes se ainda estamos dispostos (e geralmente estamos) a nos deixar iludir por textos tipo "Filtro Solar" ou qualquer outra manifestação cultural que tenta enfiar goela abaixo das pessoas a idéia de que temos que aproveitar cada dia como se fosse o último. Sim, cada dia pode ser o último mas não é dançando em cima de um prédio com os braços abertos e cara de feliz que você vai encarar bem esse assustador fato.



Enfim... saindo um pouco do plano psicológico, o livro também contém uma grande benção: ele é direto em assuntos políticos. Por exemplo, um dos temas de Plataforma é o turismo sexual em escala global e se o protagonista Michel (hehehe) é simplista e cruel ao apoiar a existência dessa atividade por conta de suas próprias necessidades, ao menos ele nos dá de bandeja as motivações mais básicas (tesão global confuso) que fundamentam o problema, algo que os noticiários e as reportagens de revistas semanais NUNCA fazem.

Em outras palavras, o discurso salvador & indignado que geralmente acompanha esse tema é necessário em certa medida pra fixar a repulsa no imaginário popular. Mas é muito pouco útil no combate direto à questão porque as pessoas que são tocadas pelo discurso clichê são as que geralmente não tem nada a ver com o assunto diretamente e que pouco podem fazer para ajudar.

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Uma outra coisa massa a respeito de Plataforma (e possivelmente sobra a obra do Michelin, não sei, além dele só li esse e estou pra ler ainda esse que tá lá em casa) é que o cara faz uma puta leitura panorâmica sobre current affairs terráqueos: islamismo, terrorismo, o já citado turismo sexual global, arte pós-moderna, sexualidade apagada no mundo ocidental, etc. Como o Idoru, o Plataforma é uma boa fonte de consulta para enxergar no meio da tempestade que se chama "tempo presente", essa coisa que a gente só consegue definir depois de passar, olhando pra trás. Olhares enviesados sempre ajudam e livros como esse são como espelhos que oferecem saltos no tempo: você abre e vê um reflexo na diagonal das ocorrências atuais, reflexo esse produzido por uma história escrita lá atrás, antes do 11 de setembro.

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O cara tem a manha, vai dizer hein?

De volta

Pé na estrada faz a gente pensa num monte de coisa... então logo logo mais algumas reflexões doentes por aqui. De repente até arrumo umas fotos dos shows no fim de semana. Aproveitei as horas de ócio da vida de semi-rockstar pra terminar de ler (de novo!) Plataforma do Michel Hoellbeuq.

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E enquanto eu organizo o início da semana, se liga só: o post do Conector sobre Snack Culture aparece logo na primeira página de busca mundial do Google e é o terceiro link da busca em português. Tu vê.

Té mais.

05 April 2007

Quitutes do Feriadão



Os melhores quitutes estão em Santa Catarina: tem show dos Walverdes lá!

Sábado em Florianópolis.

Domingo em Blumenau.

Informações no MySpace ou no Fotolog.

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Aproveita o embalo e vai conferir as músicas novas da Viana Moog. Tem no MySpace e no TramaVirtual.

Viana Moog é, com perdão do termo muito anos 90, o segredo mais bem guardado do rock gaúcho. Diretamente de Detroit/São Leopoldo, os caras existem desde 97 mas nunca tinham gravado algo tão à altura da sua química única.

Sou muito fã e fiquei feliz pra cacete com essas gravações. Finalmente conseguiram registrar aquela trama de guitarras demente!!

Produção do Iuri Freiberger.

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E já que estamos na cena do vale, não deixe de visitar periodicamente o Fotolog do Giovani Paim. O cara tem um jeito todo dele de fotografar, que me lembra muito meu T-Bone.

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Inspiração: Queens of The Stone Age gravando o novo disco Era Vulgaris.

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E o Apotheke é dica do Tatu. Clima de jam session. Ali tem uma uma música massa e outra demente.

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Era isso por enquanto. Boa páscoa à todos. Ressucitai.

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Semana que vem tem revistas em PDF, Infoesthetics e otras cositas.

03 April 2007

Quer aparecer? Seja invisível



Tente explicar para um peixe o que é água. Como descolar a vida e a percepção do peixe daquele troço que permeia completamente a sua existência? Não existe percepção de vida sem percepção de água para o peixe. Ou seja, não existe água para o peixe. Água existe para nós, que observamos de fora e que não vivemos imersos nela.

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Por outro lado, a publicidade não nasceu como ambiente. Nasceu como intervenção, como um elemento estranho, propositadamente estranho para chamar a atenção em meio ao ambiente natural do consumidor. No caso de um anúncio de revista, um intervalo no fluxo de leitura, de absorção de informação ou de uma experiência de entretenimento. No caso de um outdoor, uma interrupção da paisagem da cidade. No caso de um aquário, a publicidade é aquelas miniaturas de navio encalhado que sopram bolhas.

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E durante décadas foi assim: a publicidade funcionou muito bem como intervenção. Enfrentando aqui e ali, claro, a saturação corriqueira que acompanha os relacionamentos humanos. E também empreendendo, quando as pessoas passavam a se acostumar com os códigos vigentes, uma ruptura no seu modus operandi, geralmente restrita à região dos conteúdos.

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Um exemplo distante e outro recente para explicar isso.

O antigo é clássico: quando o Fusca surgiu nos EUA (nome chinfra: Beetle), a campanha publicitária que acompanhou seu lançamento foi considerada uma verdadeira revolução. Vários motivos pra isso, mas um deles era uma nova abordagem publicitária que buscava os diferenciais do produto nos seus "defeitos" em vez das suas qualidades.

O recente é o posicionamento para os diferentes tipos de sabão em pó da Unilever no mundo. Peguemos Omo no Brasil e Persil na Inglaterra. Durante anos esse tipo de produto foi vendido a partir da idéia de higienização máxima, brancura e todo esse papo que você cresceu ouvindo falar. Mas há alguns anos que essas marcas deram uma guinada à esquerda e resolveram se posicionar como amigas da sujeira e não inimigas. Por que de uma hora pra outra "Se sujar faz bem"? Porque o comportamento das pessoas em relação à sujeira mudou e blablablá.

Enfim, o que interessa é que são exemplos clássicos de uma pequena revolução de CONTEÚDO. Algo que dava um certo trabalho, pois mexia com as bases estratégicas das marcas. Mas que no fundo não era tão complicado assim. Porque o problema real estava por vir.


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Durante quase 5 décadas, tudo que a publicidade precisou se preocupar foi com a sintonia do conteúdo das suas mensagens.

Mas aí veio a internet e a casa caiu. A crise periódica, que durante um bom tempo era resolvida no conteúdo, agora passou a ser de meios. Não bastou mais ser visível da melhor forma.

Porque ser visível é se misturar ao mar de signos produzidos diariamente pelo mundo. Não só mais por toda a indústria cultural, mas também pela nova indústria cultural formada por quase TODAS AS PESSOAS que tem algum tipo de conexão digital.

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Resultado.

O mercado publicitário vive hoje, mais do que nunca, como uma pessoa extremamente ansiosa, que dorme pouco e acorda de hora em hora maquinando novas estratégias, tentando descobrir o que vai acontecer. Porque além da natural camuflagem por degradação de mensagem que acontece na nossa atividade, hoje também vemos os meios se camuflarem. E não por degradação, mas porque eles já nascem assim.

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É o paradoxo que está regendo o dia-a-dia do publicitário: para que as marcas de nossos clientes apareçam, precisamos fazer com que elas desapareçam, que sumam, que não sejam percebidas. Ou seja, que elas se tornem o ambiente natural de vida de quem se relaciona com elas.

Não é uma tarefa fácil, porque todos os modelos vigentes apontam para o outro lado. Publicitários, diretores de marketing, clientes, fornecedores, está todo mundo meio perdido entre dois jeitos de trabalhar que se chocam e ainda vão se chocar durante um bom tempo. Como diz o Ricardo Guimarães, "as coisas não funcionam mais como funcionavam antes e ainda não funcionam como vão funcionar".

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A galinha servil do Burger King era invisível. O Tim Festival é invisível. O Mosquitarelli é invisível. O vídeo do Ronaldinho Gaúcho metendo 9 bolas na trave era invisível. O Lost Experience era invisível. Brianstorm é invisível.

Não tem nada mais invisível do que o Google, o Orkut, o MySpace e o YouTube. Não tem nada mais invisível do que o Wii.

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"Campanha da Lew Lara para Natura convida usuario a fechar os banners 15:15 Estreando hoje, a campanha online da Lew Lara para a Natura exibe como novidade banners que podem ser fechados pelo usuario - como ocorre com os pop ups e os DHTMLs. A opçao é oferecida pela frase 'Agora você pode fechar este banner'. Ao clicar no X, o espaço da peça fica em branco. Enquanto está sendo exibido, o banner mostra o texto 'A partir de agora, é você que escolhe se quer ver a nossa propaganda'. Segundo o vp de criaçao Marco Versolato, este posicionamento "deve permear a conduta da empresa na internet daqui pra frente" - todas as peças da Natura, em 2007, vao continuar com a opçao para fechar. A veiculaçao será no MSN Messenger, Terra, iG e Yahoo. 02/04"

Fonte: Blue Bus


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Victor Kong, da Nicleodeon: "a palavra tecnologia não significa nada para os jovens hoje em dia".

Claro. Tecnologia é água para quem nasceu imerso nela.


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Alguns mais afoitos devem estar se perguntando: "ma como o Tim Festival é invisível com todo aquele material da Tim e da Motorola circulando no festival"? Porque o material da Tim e da Motorola são o de menos comparado com todos aqueles shows. Porque o verdadeiro material da Tim e da Motorola é a curadoria. E, por mais que haja aí segundas intenções, diferente do material convencional de publicidade, trazer bons shows entrega alguma coisa a mais para o consumidor.

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Sacou a invisibilidade? Não é questão de ESCONDER a publicidade. É questão de saber se misturar DE FACTO.

Você se conecta com o consumidor ao puxar sua marca um pouco para trás e entregar, colado a ela, o que ELE quer. Mas entrega algo DECENTE. Não faz que nem a LG no LG Music Festival.

O LG Music Festival foi extremamente VISÍVEL. Eu particpei na etapa portoalegrense como jurado. Atrações esquisitas. Formato bisonho. Público errático. Era VISÍVEL o desconforto da marca LG no meio musical. Extremamente VISÍVEL. Era o barquinho artificial no aquário soltando bolhas.

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Eu não pensei isso tudo sozinho, obviamente. As fichas começaram a cair porque eu me debrucei semana passada sobre o The Medium is The Massage, clássico pocket de estudos midiáticos do Marshall McLuhan. O McLuhan ficou conhecido por causa de duas expressões básicas bastante utilizadas em discussões rasas de mesas de bar e de blogs como esse: "O meio é a mensagem" e "aldeia global".

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Mas, desculpe a arrogância: à medida em que esse livro se torna absolutamente essencial novamente, o foco nos clichês que ele produz deveria mudar.

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Página 84.

"Enviroments are invisible. Their groundrules, pervasive structure, and overall patterns elude easy perception."

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Essa foi a frasezinha serelepe que me saltou aos olhos e deu origem à toda essa torrente de pensamentos levemente desconexos e uma conclusão interessante: ser publicitário é, sempre foi e sempre será, lutar periodica e conscientemente por atenção. Mas, curiosamente, chegou o momento em que é imprescindível ser invisível.

E como aprender a se mover na invisibilidade? Podemos de novo recorrer ao McLuhann.

"The main obstacle to a clear understanding of the effects of the new media is our deeply embedded habit of regarding all phonemena froma fixed point of view. (...)

The method of our time is to use not a single, but multiple models for exploration.

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Essa "invisibilidade", essa mimetização com o ambiente do consumidor, depende de abrir mão do controle. Todas as figuras relevantes da publicidade no planeta estão dizendo isso e repetindo sem parar. É curioso isso porque é uma mistura de controle e descontrole. É preciso estar atento, mas ao mesmo tempo não apertar demais. Meio frouxo, meio preso.

Como a metáfora budista da corda de violão: se estiver muito tensa, ela arrebenta. Se estiver muito solta, ela não toca.

Depois dessa, não sei mais pra onde ir com esse post.

É, Didi



Sem mais para o momento.

02 April 2007

Vizú



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Enquanto eu descarrego um caminhão de brita e carrego um piano, vai se divertindo com o teste do Imagini.

É mais uma rede social, só que o seu profile tu constrói num teste meio "psicologia 1,99". Em vez de preencher um formulário, tu seleciona imagens que representem certas áreas da tua vida. Aí o Imagini gera o teu "Profile Visual", vamos dizer assim.

Vale pela brincadeira.

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Depois que tu terminar o teste, espera. Amanhã ou quarta deve rolar um post mais decente sobre o Marshall Mc Luhan.